Depois
de investir em desacreditado empreendimento e ver seu Galo Branco
se tornar fenômeno de vendas, Paulo de Tarso Bombicino constrói
centro comercial e atrai novos parceiros.
Quando
o pai de Paulo de Tarso Bombicino faleceu, deixou como herança
para o filho uma chácara às margens da rodovia Cândido
Portinari. O local era mesmo propício para uma chácara,
pois não tinha nada mais além de mato, muito mato.
No ramo de postos de combustíveis desde 1985, Paulo teve
uma idéia de sucesso duvidoso: construir no terreno da
Chácara Galo Branco um outro posto.
Nem
é preciso dizer que ninguém, exceto o próprio
Paulo, acreditou no empreendimento. “Quantas vezes fui chamado
de maluco pela cidade! Mas a aposta foi certa e o tempo acabou
provando isso”. Um empresário de sucesso tem de ter,
além de muita competência, uma boa pitada de sorte,
e foi o que aconteceu.
Pouco
tempo depois de inaugurado o posto, que leva o nome da chácara,
começaram as obras para construção de um
trevo e uma ponto no local. Para que a obra pudesse seguir, um
desvio no trânsito da rodovia tinha de ser feito. “Não
acreditei quando a construtora veio me pedir autorização
para passar o desvio por dentro da área do posto. Permiti
na hora. Dessa forma, desde o início, comecei a vender
bem”, relembra Paulo.
Começou
aí todo o sucesso do Galo Branco, atualmente o maior posto
de combustíveis da cidade, e que parte para outros empreendimentos
de igual sucesso, como um centro empresarial. Mas todo esse incremento
de atividades começou com a loja de conveniência,
construída depois de uma viagem à Europa, em que
Paulo conheceu o conceito desse tipo de loja.
Quando
cheguei, propus a Esso, mas ela mesmo não acreditou que
Franca tinha potencial para uma loja de conveniência.
Mesmo
em São Paulo e no Rio de Janeiro esse tipo de loja era
novidade. “Eles não apostaram na idéia, mas
como eu disse que iria construir mesmo assim, me ajudaram com
projetos arquitetônicos e design. “Desde então
foi preciso ampliar a loja três vezes”, revela orgulhoso.
Atualmente
a distribuidora tenta firmar contrato de franquia com o Galo Branco,
mas Paulo recusa repetidas vezes. “Agora não preciso
mais. Fiz o mais difícil sozinho e criei uma loja que não
precisa de franquia para vender bem”, afirma.
Hoje,
o proprietário do Galo Branco orgulha-se do sucesso que
construiu. Seu posto vende quatro vezes mais combustível
do que a média da cidade.
Em
Franca, os 70 postos vendem, em média 200 mil litros de
combustíveis por mês. No Galo Branco esse número
chega a 800 mil. “Pelo volume, os combustíveis ainda
são a nossa principal atividade, mas pelo andar da carruagem,
os outros negócios estão crescendo tanto que logo
nosso centro empresarial vai ultrapassar a venda de gasolina”,
antecipa o empresário.
Atualmente
já funcionam no local, farmácia, loja de calçados,
choperia, restaurante, conveniência, xerox e três
caixas eletrônicos. Para os próximos meses Paulo
Bombicino prevê o início de obras de ampliação
dos espaços comerciais, em área anexa ao posto.
“O que naquela época era apenas um matagal, hoje
é uma área comercial extremamente valorizada. “A
aposta foi certa”, encerra o feliz empresário.
*Texto publicado na revista Franca S/A, nº 46 –
Fevereiro/2003
Combustível
à vista
Gas/Comum - R$ 2,499
Gas/Maxxi - R$ 2,599
Gas/Gold - R$ 2,799
Diesel Comum - R$ 1.959
Alcool Comum - R$ 1,499
Diesel Maxxi - R$ 1,999
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