Após
a chegada dos automóveis importados no Brasil, o combustível nacional
teve que receber alterações para melhorar sua qualidade, para
não comprometer tanto o rendimento desses carros. Por outro lado, os
proprietários de veículos nacionais também ganharam uma
nova opção quando estacionam nos postos de serviço para
abastecer. Hoje, existem pelo menos dois tipos de gasolina, a comum e a aditivada.
A primeira tem composição igual para todas as bandeiras. No caso
da aditivada, cada empresa faz a própria composição.
No
início da década de 80, boa parte da produção de
automóveis, principalmente na Europa, Estados Unidos e Japão,
já utilizavam a injeção no lugar do carburador. Com isso,
muitas gasolinas começaram a trazer problemas de entupimento de injetores,
tanto nos motores com injeção monoponto, como na do tipo multiponto
(mais de um bico injetor). As vantagens que a gasolina aditivada oferece para
veículos novos e seminovos é controlar e reduzir depósitos
de impurezas nas válvulas de admissão, manter limpos os bicos
injetores, reduzindo a formação de goma e conseqüentemente
as emissões de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos.
Ela
ainda reduz a queda do desempenho do motor, elimina os efeitos de alta acidez
do amido, permite a melhor lubrificação das partes altas do motor
e, por fim, ser compatível com os conversores catalíticos (catalisadores).
Os produtos adicionados na gasolina aditivada têm duas gerações:
a primeira foi a de compostos detergentes, usados na limpeza dos bicos injetores
e carburadores; a segunda, aditivos para manter limpos e livres os canais de
admissão e as próprias válvulas. O primeiro era conhecido
como detergente de amina convencional e o segundo é chamado de dispersante
polimérico. Toda indústria de combustível se empenhou e
ainda se empenha em pesquisar e desenvolver novos aditivos, apesar de existir
um padrão, que foi estabelecido em 1989 pelos Estados Unidos.
Apesar
destes aditivos serem apenas um décimo de um por cento de cada litro
de gasolina, o custo final na bomba subiu também cerca de 5% a mais por
litro, em comparação com a comum.
Se
por um lado, a gasolina aditivada é boa, por outro, quando empregada
em veículos mais velhos e que ainda têm carburadores, ela não
ajuda a dissolver a carbonização, como muitos pensam. Mas ela
pode ajudar a reduzir bastante o depósito nas válvulas. O melhor
a fazer, segundo a maioria dos mecânicos, é ser fiel a uma determinada
marca de aditivada, já que as fórmulas mudam de empresa para empresa.