Uma
peça à qual a maioria dos motoristas não dá muita
atenção, mas é de suma importância no veículo,
é o extintor de incêndio. Geralmente, ele fica escondido sob o
banco ou na lateral abaixo do painel, e por isso, não causa tanta preocupação,
quanto à sua utilização ou recarga. Se ele está
ali, sem ser notado, é porque se trata de uma peça complementar,
mas bastante importante, principalmente na área de segurança do
carro. Com ele o proprietário pode salvar o seu patrimônio de uma
perda total, no caso de incêndio, que pode ser causado, por exemplo, por
uma faísca elétrica num motor com vazamento de combustível.
Não
há como prever, pois geralmente acontece de surpresa, pegando o motorista
desprevenido. E se o extintor não estiver carregado, por falta de manutenção,
é aí que a coisa pode se complicar. Por isso, para evitar contratempos,
pelo menos uma vez por ano devemos checá-lo, mantendo-o em condições
adequadas de uso. No interior do extintor há uma mistura que contém,
em média, 97% de bicarbonato de sódio e o restante de aditivos
que aumentam a ação dessa substância na hora de apagar o
fogo. A carga, ao ser disparada contra o foco do incêndio, interfere na
reação das labaredas, impedindo que se propague a cadeia de combustão,
até sua completa eliminação. Todos os anos, 8% das 20 mil
chamadas telefônicas que o Corpo de Bombeiros de São Paulo (SP)
atende são derivadas de incêndios ocorridos em automóveis.
Por isso, tenha sempre em mente a importância da manutenção
periódica do extintor do seu veículo, pois nesses casos os próprios
motoristas poderiam ter evitado a tragédia.
Vale
destacar também que no Brasil, como em todo o mundo, é obrigatório
por lei este dispositivo em qualquer tipo de veículo locomotor. Sua ausência
ou mau estado de utilização implicam multa, com valores que variam
dependendo do Estado ao qual pertencer o veículo em questão. Quando
novo, o extintor deve possuir um adesivo amarelo ou a certificação
impressa no cilindro. Já no recondicionado, a etiqueta é verde
e amarela. Na sua falta, corre-se o risco de ter um produto inadequado